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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

CUIDADOS


CUIDADOS


A maioria das pessoas portadoras de hepatite C experimentou um grande impacto ao receber a notícia de que estava infectada. Algumas experimentam sentimento de negação da doença, entendendo que deve ter havido algum erro de diagnóstico; na confirmação do diagnóstico sentem raiva, entram em depressão e passam a viver ansiosas. Cada pessoa reage de uma maneira, porém o importante é que haja o entendimento de que daqui para a frente houve uma modificação em sua vida, e que a doença tem que ser combatida da melhor maneira possível.
Para muitas pessoas, o anúncio da doença muitas vezes vem acompanhado de mais alguma coisa ruim, tal como um problema nos negócios, uma morte na família, um acontecimento trágico entre pessoas amigas, a falta de dinheiro e principalmente a falta de apoio de amigos ou familiares. Estes fatos tendem a aumentar o sentimento de raiva e muitas vezes criam alterações psicológicas que levam o portador à depressão.
Nesta hora, o importante é manter a calma, não entrando em desespero pois isso só irá prejudicar o equilíbrio emocional. É importante o aconselhamento com pessoas de confiança, que possam entender o que o portador está passando; médicos e psicólogos podem também ser de grande ajuda. A procura de grupos de apoio pode ajudar bastante, pois a maioria das pessoas dos grupos já passou por experiências parecidas e pode sugerir algumas atitudes; esta é também a oportunidade de se verificar que existem casos bem mais críticos que o próprio, que foram superados e que servem de lição de vida.
Outro cuidado importante a ser tomado refere-se às atividades normalmente desenvolvidas pelo paciente; em boa parte dos casos e em função da evolução da doença é recomendado que se tenha de reprogramar a rotina de atividades diárias, eliminando atividades muito pesadas ou tóxicas. O cuidado no gerenciamento destas atividades é fundamental, pois as vezes o próprio tratamento pode gerar efeitos colaterais (fadiga, náuseas, distúrbios gástricos, confusão mental, etc) que irão interferir  no pleno desenvolvimento das tarefas.
O uso do remédio (normalmente Interferon + Ribavirina) pode interagir e aumentar a sensação de fadiga; isso exige algumas táticas, tais como dormir mais à noite, procurar descansar entre atividades muito fortes, tirar pequenos cochilos, comer bem, beber bastante líquido, etc. Procurar ajustar os horários de medicação também é importante, pois muitas vezes os efeitos colaterais dos remédios aparecem algumas horas depois de aplicados; neste caso às vezes é interessante medicar-se à noite, antes de dormir, preservando-se portanto durante o horário de trabalho.
Durante períodos de tratamento podem aparecer ainda resultados clínicos que mostram evidências de leucopenia, anemia e baixa quantidade de plaquetas; isto exige constante monitoramento e a moderação nos exercícios físicos. É importante exercitar-se, mas sob orientação médica. Devem ser evitados esforços exagerados, sendo recomendadas pequenas caminhadas diárias para procurar manter a forma e oxigenar o organismo. Qualquer alteração sentida pelo paciente deverá ser comunicada a seu médico.
O paciente com hepatite C deve procurar manter uma dieta alimentar equilibrada (ver Alimentação) pois este fato ajuda no bloqueio do progresso da doença, favorecendo as atividades do fígado; o excesso de peso atrapalha no tratamento devido a possibilidade de acúmulo de depósitos de gordura no fígado (esteatose) que podem vir a inflamar (esteatohepatite), portanto é interessante que os pacientes com VHC mantenham seu peso na média. O uso excessivo de sal também prejudica, pois pode gerar retenção de líquido no organismo; isto é particularmente prejudicial às pessoas com cirrose avançada, levando a um acúmulo de fluido no abdômen (ascites). O uso de bebidas alcoólicas deve ser evitado de toda maneira pois é mais uma toxina a comprometer o fígado.
Um cuidado especial para os pacientes com hepatite C diz respeito aos cuidados com a higiene; pelo fato de estar com suas defesas debilitadas, qualquer infecção contraída poderá gerar comprometimento. Deve ser evitado o contato com multidões, onde é mais fácil adquirir uma doença como resfriado, sarampo, catapora, dengue, etc. Qualquer ferida pode vir a ser um foco de infecção, portanto devem ser evitados cortes provocados por navalhas, facas, cortador de cutícula, escovas de dentes duras, etc. As feridas devem ser tratadas e protegidas, evitando seu agravamento.
O uso de luvas protetoras ajuda no manuseio do dia a dia, tais como as atividades envolvendo ferramentas, jardinagem, tratamento de animais, atendimento a pessoas doentes, etc. Os cuidados na higienização após a evacuação intestinal também são importantes e protegem contra o agravamento de hemorróidas. O médico deve ser consultado caso seja notada uma irritação local, bem como deve também ser consultado ao surgimento de quaisquer outras anormalidades tais como febres, tosses, inchaço, diarréias, ardência ao urinar, etc. Novamente: Qualquer alteração sentida pelo paciente deverá ser comunicada a seu médico.
LEMBRETE: OS CUIDADOS DIÁRIOS AUMENTAM A POSSIBILIDADE DE VENCERMOS A DOENÇA.
Fontes Bibliográficas: 
Evaldo Stanislau A. de Araújo - Correlação Clínico Patológica da Quantificação do RNA do VHC
Carlos Varaldo - Convivendo com a Hepatite C
Adávio de Oliveira e Silva/Laboratório Pizarro - Tratamento da Hepatite C e de suas formas evolutivas
Sociedade Brasileira de Hepatologia/Ucifarma - Hepatite C

ROCHE - Brasil - O que você precisa saber sobre hepatites
Recomendações da American Medical Association


Fonte: GRUPO ESPERANÇA        http://www.grupoesperanca.org.br/

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