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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

NOVOS MEDICAMENTOS

PROVADOS NOS E.U.A. DOIS NOVOS REMÉDIOS CONTRA A HEPATITE C.

As chances de cura chegam até a 86%

No último mês de Maio (2011) foram aprovadas duas novas drogas que há muitos anos estavam em teste e que demonstraram, nos E.U.A, que são altamente eficazes no tratamento da hepatite C.

Os medicamentos são o Incivek (nome comercial do componente Telaprevir) e o Victrelis (nome comercial do componente Boceprevir).

As duas drogas chegam após um jejum de 20 anos sem qualquer novidade em termos de remédios , para a hepatite.

As substâncias, chamadas de inibidores de Protease, agem diretamente sobre o vírus, impedindo a sua multiplicação, ao contrário do que era até hoje realizado, com terapias indiretas de combate ao vírus, fazendo com o o organismo viesse a produzir defesas.

Os novos remédios são muito parecidos entre sí  e vão disputar um mercado internacional bilionário.
 
Os dois agem somente no genótipo 1 do vírus C  (o mais difícil de se tratar) e, aumentam as chances de cura consideravelmente.

Os dois remédios prometem níveis de cura em torno de 76% para pacientes nunca tratados e de até 86% para os que se trataram e recairam. Os que se trataram e responderam parcialmente também têm chances aumentadas, assim como os não respondedores (ver tabela abaixo)

O médico que administrar o novo remédio deverá escolher um deles para ser ACRESCENTADO ao tratamento convencional com Interferon e Ribavirina. O novo remédio  não será um substituto, mas um aliado no tratamento hoje praticado .

Veja como serão as chances do Genótipo 1 , contra o que se atinge hoje.






Veja, abaixo, como devem ser administrados os novos remédios
                 
                 
REMÉDIO TRATAMENTO INÍCIO TRATAMENTO Detalhe        
      TOTAL          
INCIVEK 12 semanas Junto com Interferon Para Todos os Pacientes Além de aumentar as chances de cura  
      Segue só com o Int+Rib o remédio promete reduzir o tempo de tratamento 
      por 24 semanas para quem negativar até a 4a. Semana pela metade, para mais de 60% dos tratados.
      de tratamento          
      Quem não negativar  na 4a. , faz          
      48 semanas          
BOCEPREVIR Varia 4 semanas após início          
    do int+Rib Para Pacientes nunca Tratados          
      28 semanas para quem negativou até 8a. Semana          
      36 semanas para quem negativou até a 24 semana e depois segue com int+rib até a semana 48  
                 
      Para Pacientes que já se trataram Antes          
      36 semanas para os que negativaram na 8a. Semana+ sequência com Int+Rib até    
      semana 48          
                 
      48 semanas com terapia dos 3 remédios, para quem só negativou na semana 28    

Estes dois medicamentos agem principalmente no genótipo 1. Eles aumentam a chance de cura para até 65% (com os remédios atuais, as chances são de 40% para o genótipo 1).

ADMINISTRAÇÃO DOS REMÉDIOS

O médico deve optar por 1 deles. Este remédio novo escolhido será administrado junto com os atuais INTERFERON e a RIBAVIRINA.

EFEITOS COLATERAIS DOS NOVOS MEDICAMENTOS

Os efeitos colaterais já conhecidos e mais comuns dos novos medicamentos são erupções cutâneas ( "rash")  ou uma espécie de urticária. Estes efeitos podem ser tratados com medicamentos específicos e costumam desaparecer em torno de 2 semanas.

QUANDO CHEGAM NO BRASIL?

A expectativa, desde a aprovação dos remédios nos E.U.A. é a de que a ANVISA brasileira (órgão regulador de medicamentos no Brasil) conceda a liberação em um prazo também expresso e que os remédios estejam disponíveis ainda no ano de 2011.

UM MERCADO BILIONÁRIO

A hepatite C é a doença “do momento”. É considerada a maior epidemia da humanidade nos dias atuais.

Há, no mundo, uma população de aproximadamente 200 milhões de pessoas infectadas com o vírus.

Os remédios disponíveis hoje em dia, o Interferon e a Ribavirina, são de administração delicada, por eventuais efeitos colaterais.

Além disso, o índice de cura é em média somente de 50% dos casos tratados.

Isto leva à obvia necessidade da criação de novos medicamentos.

Há, hoje em dia uma quantidade imensa de medicamentos (cerca de 800) em estudos. Alguns em fases muito avançadas, já.

Este fato dá, ao portador de hepatite, um alento muito grande de que em um futuro muito próximo haverá a cura total da doença, com medicamentos muito mais simples, rápidos e sem efeitos colaterais.


Novo remédio, aprovado no dia 22 de Julho ainda não tem data definida para ser lançado


O remédio Victrelis é o grande esperado para salvar a vida de milhares de pessoas que tem o genótipo 1 da hepatite c, mas que não respondem ao tratamento atual.

O medicamento foi aprovado em tempo record pela Anvisa, mas ainda precisa de outros trãmites para ser comercializado. A expectativa é de pelo menos outros dois meses de espera.
Anvisa libera remédio contra a hepatite C
Autor(es): Júnia Gama
Correio Braziliense - 26/07/2011

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, ontem, a comercialização do primeiro antiviral direto para o tratamento da hepatite C no Brasil, o Boceprevir. O medicamento, conhecido internacionalmente como Victrelis, é produzido pelo laboratório americano MSD. Segundo a empresa, ele é capaz de aumentar em até três vezes as chances de obter a cura da doença em pacientes que nunca foram tratados e naqueles que não obtiveram sucesso com o tratamento atualmente disponível.

O remédio foi aprovado para a comercialização nos Estados Unidos em maio deste ano e, na Europa, na semana passada. O Boceprevir é uma terapia adicional, que deve ser administrado em terapia tripla, combinado com o Peginterferon e a Ribavirina, que são os medicamentos usados atualmente no tratamento da hepatite C no mundo. O gerente médico de virologia do laboratório, Felipe Rogato, afirma que, com a combinação, é possível aumentar as chances de cura dos atuais 40% para 63%.

A aprovação ocorre pouco antes da comemoração do Dia Mundial da Hepatite, na próxima quinta-feira, data oficializada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, há cerca de 1,5 milhão de portadores da doença. Cerca de 10 mil pessoas são infectadas pelo vírus anualmente. Na quinta, será divulgado, pelo Ministério da Saúde, o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais 2011. O órgão adiantou que não houve grandes mudanças no número de pacientes com a doença em relação ao relatório passado.

Segundo o ministério, a expectativa é de que o novo medicamento seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, deverá passar por análises da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS, que tem um prazo de seis meses para avaliar a questão, após a entrada do produto no mercado. O valor de comercialização do medicamento ainda não foi definido. O laboratório prevê um prazo de cerca de três meses até que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos chegue ao preço final. Somente após
esse prazo, o Boceprevir deve passar a circular no mercado brasileiro.

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